O repórter cinematográfico Márcio Muniz registrou o dia a dia de um cachorro que dá exemplo. Ele mostra que é possível prestar solidariedade apenas em silêncio. Basta se fazer presente.
De onde o cachorro veio, ninguém sabe. Simplesmente apareceu e tomou espaço. Lugar, aliás, pouco disputado, bem a frente de um cortejo fúnebre. Toda vez que tem uma procissão, ele acompanha. Os coveiros acham graça da situação.
E assim o cachorro de sem dono virou de estimação. Afinal, acabou fazendo companhia a quem nunca ninguém gosta de ver por perto. “Ele é gente boa, não dá trabalho nenhum”, diz o coveiro José Pereira.
Simpatia à parte, os amigos coveiros não mandam na rotina dele não. Aliás, ninguém manda. “Já tem uns seis meses que ele está na área. O pessoal o coloca pra correr, mas ele volta”, conta o coveiro.
E sozinho, há seis meses, o cachorro construiu os próprios hábitos. A coleira dele: a compaixão. Repare, ele mora ao lado da capela 05. Quando a família e amigos saem para a despedida, ele se levanta e acompanha.
O cachorro observa de longe, atrás da coroa de flores. E, em sinal de respeito, quando passa, primeiro se abaixa. E depois, logo acelera o passo. Tudo respeitosamente. E, de repente, ele começa a correr. Motivo: para poder começar todo o ritual novamente.
Isso porque existe uma nova família que necessita de carinho, de caridade. E ele está pronto para acompanhar, de novo, em silêncio.
O cachorro sem nome, sem dono, está de guarda. É anjo na capela. O melhor amigo do homem, corpo e da alma.
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No último dia 09 aconteceu em Inhumas a apresentação da Orquestra Sinfônica Goyazes, de Goiânia. O concerto foi realizado na Igreja Matriz de Sant’Ana e atraiu a atenção de muitas pessoas. Sob regência do maestro Eliseu Ferreira os 40 músicos da orquestra se apresentaram diante de uma Igreja quase cheia e ao término da apresentação receberam os aplausos de uma população que não está acostumada a esse tipo de evento, mas que receberam bem a proposta e gostaram de ver uma orquestra renomada em sua cidade.
O evento cultural, que foi realizado pelo governo da cidade Inhumas através da Secretaria Municipal da Cultura, Turismo e Comunicação, contou com o apoio da AGEPEL (Agência Goiana de Cultura, Pedro Ludovico Teixeira), que é parte do governo estadual. O vice-prefeito, Davi Isaias, que representou o prefeito na ocasião, afirmou que a apresentação o esforço feito para trazê-los foi recompensado pela apresentação. “A apresentação foi brilhante e todos os presentes foram recompensados com boa música”, afirmou.
O secretário de cultura, Otaviano Ribeiro do Nascimento, afirmou que o apoio do estado foi importante para a realização do evento. “A orquestra sinfônica foi uma grande novidade para todos nós. Inhumas ainda não tinha recebido um evento dessa magnitude e foi um grande sucesso. Conseguimos trazê-los com a ajuda da AGEPEL e foi um presente para todos da cidade”, afirma.
Otaviano disse ainda que a repercussão da apresentação foi grande graças a presença das pessoas na Igreja no dia do concerto. Segundo ele, o comportamento da população foi exemplar, visto que é a primeira vez que uma orquestra se apresenta na cidade. “Todos ficaram felizes e a repercussão tem sido grande. Muitas pessoas participaram. A Igreja ficou cheia. E não só por isso, mas também pela educação e pelo comportamento da população inhumense. O maestro Eliseu Ferreira, assim como todos os músicos, ficou grato à população que os prestigiou naquela apresentação”, diz.
O padre da Igreja Matriz de Sant’Ana, José Vicente Barbosa, comentou a apresentação da orquestra na Igreja e afirmou ter sido positiva a ideia. “Foi uma oportunidade única para nossa cidade porque, de um modo geral, todas as pessoas, assim como eu, tiveram contato com esse universo pela primeira vez e puderam notar que foi muito positivo”, diz o padre. Para ele, esse tipo de evento poderia acontecer com mais frequência na cidade para que a população aprendesse mais sobre cultura. “Esperamos ter a oportunidade de ver outros eventos semelhantes a esse, pois eles ajudam na construção cultural do povo inhumense”, afirma.
Algumas pessoas que estiveram no concerto comentaram a apresentação. De acordo com o comerciante Valdeci Vieira da Silva (Valdeci da Banca), a presença da orquestra na cidade causou impacto, pois foi de alto nível. “Foi a primeira vez que eu pude ver em Inhumas uma apresentação desse nível. E isso foi importante para Inhumas. Como ministro qualificado da palavra, do casamento e do batismo e participante na área musical da igreja eu pude verificar a qualidade da orquestra. E as pessoas que passam aqui pela banca comentam o resultado positivo da apresentação”, argumenta.
“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) encerrou a discussão nesta quarta-feira (4), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09, que restitui a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. A comissão decidiu que o parecer vai a voto na próxima quarta-feira (11). Fazendo papel de advogado das empresas de comunicação, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) tentou impedir a evolução da tramitação da matéria. Foi derrotado e conseguiu apenas protelar a votação.
Aleluia tentou três manobras regimentais. Na primeira, buscou adiar a votação por "até 10 sessões" - o que, na prática, sepultaria a PEC. Perdeu por 29 votos a 10. Depois trabalhou para adiar a discussão e, por fim, tentou fazer com que a votação da matéria fosse nominal, o que exigiria a verificação de quorum na reunião da CCJC. Também perdeu, mas a votação acabou sendo adiada em função de que a reunião se estendeu até parte da tarde.
Durante a reunião, o relator da PEC, deputado Maurício Rands (PT-PE), deixou claro que a proposta assegura a previsão constitucional de liberdade de expressão, pois em seu parágrafo primeiro prevê que nenhuma lei poderá conter dispositivo que possa configurar embaraço à plena liberdade de informação jornalística.
Para Rands, a decisão do STF foi errada e "não há incompatibilidade qualquer entre liberdade de expressão e a exigência do diploma". E sustentou que, com a compatibilização entre o parágrafo primeiro da PEC e o artigo 220 da Constituição, haverá a harmonia entre o direito de liberdade de informação e o direito de exercício da profissão.
A declaração foi rebatida por José Carlos Aleluia. Para ele, não se pode mudar a interpretação que o Supremo dá à Constituição. "Vou impedir que a proposta progrida. Ou que progrida lentamente. Vou colocar pedras no caminho na frente dessa bobagem legislativa", afirmou. Na mesma linha, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) defendeu no plenário voto em separado contrário à PEC.
Para o autor da emenda constitucional, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), as manobras só serviram para mostrar a inclinação dos integrantes da comissão à aprovação da proposta. "Todas as tentativas de impedir que a votação ocorresse foram rejeitadas por ampla maioria, mostrando com isso uma tendência favorável à PEC", explicou.
Alternativa imposta
No debate na CCJC, embora sejam defensores do diploma, alguns parlamentares argumentaram que não seria necessário restituí-lo através de emenda constitucional, bastando o caminho da legislação ordinária. No entanto, o deputado Flávio Dino (PCdoB/MA), que é juiz de carreira, foi enfático ao sustentar que a PEC é a alternativa correta. "Este é o único caminho e foi imposto pela decisão equivocada e indevida do STF, que se sobrepôs ao parlamento e constitucionalizou o debate", disse.
Vitória parcial
Segundo José Carlos Torves, um dos integrantes da delegação de dirigentes da FENAJ e dos Sindicatos de Jornalistas que acompanhou a reunião, as iniciativas do parlamentar contrário à PEC foram derrotadas. "Tivemos uma vitória parcial, mas muito importante, pois a discussão na Comissão já aconteceu, a votação foi marcada para a próxima semana e não será nominal", disse.
O sindicalista explica que, com as decisões da CCJC desta quarta-feira, na próxima semana não será necessária a verificação de quorum, podendo a votação ser feita através das lideranças de bancada. Otimista, observa que "as três maiores bancadas no Congresso Nacional apóiam a PEC e, mesmo nas bancadas que resistem à proposta, há diversos parlamentares que apóiam a defesa do diploma".
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, registra, no entanto, que o jogo é pesado e que diversos parlamentares reclamaram da pressão do patronato. "É necessário prosseguir com o movimento de sensibilização dos parlamentares e manifestações públicas em defesa do diploma, pois está claro que esta luta está sendo dura e não podemos desprezar a força de nossos adversários dentro e fora do parlamento", concluiu.”
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Site da FENAJ - http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2874